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Como cresci com jogos de tabuleiro – I

Meu envolvimento com jogos não é recente, vem de muito tempo, na década de 80, a Grow foi bastante produtiva em lançar jogos muito bons, eles já tinham o jogo WAR e lançaram também Eleições (que combinou bastante com o período de abertura) e o Escrete (também de carona com a fantástica seleção que tivemos em 1982), além do Scotland Yard, um jogo de investigação já bem diferente do Detetive que estávamos acostumados à época, lembro também de ter ganhado o MX1, um super jogo de guerra e tive a sorte de ter um amigo que jogasse comigo. Jogávamos também Alaska, outro jogo da Grow e também não podia ficar de fora o tradicional Banco Imobiliário.

O jogo Escrete fez parte especial nessa história, criamos uma liga com mais 3 amigos e jogamos uns 6 campeonatos bastante estruturados, meu time, o Dynamo, tinha Escobar, o melhor ponta esquerda do jogo e Veneza, um dos melhores goleiros, eles me deram a alegria de um campeonato. Mas tinha um time com 50 estrelas no total e tinha vários jogadores de 5 estrelas, o Liverpool, como ele ganhava a maioria dos jogos, a vitória em cima deles já era uma alegria.

Passado mais um tempo, comprei o Supremacia, era um War com recursos econômicos bem intensos. Para um jogo desses tive a sorte de contar com mais amigos que topavam passar a noite jogando, geralmente uma véspera de feriado, começávamos jogando Eleições como aquecimento e depois passávamos para o Supremacia, como jogávamos em 6 pessoas (era um clube do Bolinha, muita reclamação da namorada), a primeira rodada durava 1 hora. Tinha uma jogada de alianças que fazíamos para controlar a bolsa e vender mercadorias a um preço alto que irritava muita gente que não se atrevia a fazer alianças. No começo da manhã estávamos assistindo a última batalha.

Uma coisa que ficou desse período, foram as várias horas que passamos juntos jogando eram momentos de genuína amizade, momentos que conhecíamos quem estava a mesa e momentos que nos dávamos a conhecer. Se você tem amigos para jogar, você não joga somente, mas vive a amizade. Foram horas de muita diversão, muita estratégia e muitas risadas que tive a alegria de levar comigo para minha vida adulta.

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